quarta-feira, 3 de junho de 2026

Como Escolher o Resistor de Frenagem Ideal para Volante Direct Drive Caseiro (ODrive + Hoverboard)


 Montar um volante Direct Drive (DD) caseiro utilizando motores de hoverboard e placas controladoras como a ODrive ou ODesc 4.2 é o sonho de muitos entusiastas de SimRacing. Esse conjunto entrega um torque brutal (entre 10Nm e 15Nm), batendo de frente com volantes comerciais que custam milhares de reais.

Porém, um torque bruto exige responsabilidade eletrônica. O maior índice de queima dessas placas controladoras não acontece na aceleração, mas sim na frenagem. Hoje, vamos entender o papel crucial do Resistor de Frenagem (Brake Resistor) e como um pequeno upgrade de segurança pode salvar o seu bolso.

1. O que é e para que serve o Resistor de Frenagem?

Quando você está pilotando no simulador e faz uma curva acentuada, ou passa com força por cima de uma zebra, o jogo envia um sinal para o motor endurecer a direção. Ao segurar o volante contra essa força, você está forçando o motor mecanicamente.

Nesse exato momento, o motor de hoverboard deixa de ser um consumidor de energia e vira um gerador elétrico (frenagem regenerativa). Toda essa eletricidade estourada pelos ímãs do motor volta direto pelos fios em direção à sua placa ODrive/ODesc.

Se essa energia acumulada não for jogada para fora, a tensão da placa sobe rapidamente, resultando no famoso erro de Overvoltage (ERROR_DC_BUS_OVER_VOLTAGE) ou, no pior dos cenários, queimando os MOSFETs (transistores) da placa. É aí que entra o Resistor de Frenagem: ele atua como um "escapamento", recebendo essa energia extra e transformando-a em calor.

2. A Cilada do Resistor Padrão (2 Ohms / 50W)

A maioria das placas ODrive/ODesc vem de fábrica com um resistor dourado de 2 Ohms e 50W. Esse componente foi dimensionado para motores pequenos de aeromodelo ou robôs leves.

Para um Direct Drive com motor de hoverboard (que possui alta indutância e muita massa de ferro em movimento), o cenário muda:

  • O Problema dos 2 Ohms (Resistência): Uma resistência muito baixa força a placa a escoar uma corrente elétrica violenta de uma só vez para o resistor. Em sistemas de 24V, isso gera picos de tensão perigosos que a placa não consegue controlar. O "ponto doce" de resistência descoberto pela comunidade internacional para motores de hoverboard fica entre 10 Ohms e 12 Ohms.

  • O Problema dos 50W (Potência): Durante uma jogatina longa, o Force Feedback exige frenagens contínuas. Um resistor de 50W atinge facilmente temperaturas que passam dos 100°C. Quando o alumínio ferve, a eficiência do componente cai drasticamente e o risco de falha do sistema aumenta.

3. O Upgrade de Segurança: Vale a pena usar 100W, 150W ou 200W?

Muitos montadores de primeira viagem acham que usar um resistor de maior potência (Watts) vai queimar a placa ou exigir circuitos complexos. Isso é um mito!

💡 Regra de Ouro da Eletrônica: Quem dita a quantidade de corrente que passa pelo circuito são os Ohms. Os Watts ditam apenas o tamanho físico do componente e a capacidade que ele tem de aguentar o calor sem derreter.

Há vantagem em usar 150W ou 200W?

Total vantagem! Como esses resistores de carcaça de alumínio são incrivelmente baratos na internet (custam uma fração minúscula do valor de uma placa ODesc nova), investir em um resistor de 10 Ohms por 100W, 150W ou até 200W é a melhor apólice de seguro para o seu projeto.

Quanto maior a potência em Watts, maior é o corpo físico de alumínio da peça. Ele vai absorver os tiros de energia do motor de hoverboard e trabalhar praticamente "gelado", eliminando o risco de fadiga térmica. O único limite é o espaço físico na sua caixa de eletrônica, pois um resistor de 200W é consideravelmente maior que um de 50W.

4. Mito ou Verdade: Preciso alterar o código .hex ou o Firmware?

MITO! Você NÃO precisa mexer em linhas de código, programação ou firmware .hex. O medo de precisar reprogramar a placa faz muitas pessoas utilizarem o resistor errado, mas o processo de configuração é extremamente simples e puramente visual.

Como configurar se você usa o FFBeast:

Se o seu projeto utiliza o aclamado software FFBeast para gerenciar o Force Feedback, a configuração é feita direto na interface gráfica dele:

  1. Abra o painel de configuração do FFBeast no seu computador.

  2. Procure pela aba ou campo de configurações de energia/hardware (geralmente nomeada como Power ou Brake Resistor).

  3. Lá haverá um campo numérico onde você apenas digita o valor de Ohms do seu resistor (se comprou um de 10 Ohms, basta digitar 10 ou 10.0).

  4. Clique em salvar/gravar na placa. Pronto! O sistema já recalcula os ciclos de trabalho sozinho de forma automática.

(Nota: Se você utiliza o terminal nativo da ODrive via prompt de comando, basta digitar a linha odrv0.config.brake_resistance = 10.0 seguido de odrv0.save_configuration()).

⚠️ Atenção: Você muda o valor no software apenas se alterar os Ohms (ex: mudando de 2 para 10 Ohms). Se você trocar um resistor de 10 Ohms/50W por um de 10 Ohms/200W, nenhuma alteração no software é necessária, pois para a placa o valor de resistência continua sendo o mesmo!

5. Dicas Práticas do Editor para uma Montagem Perfeita

Para fechar o seu projeto com chave de ouro e garantir nível de exibição profissional:

  • Pasta Térmica: Mesmo comprando um resistor parrudo de 100W ou 200W, parafuse a carcaça dourada dele direto no chassi de metal do seu projeto ou em um dissipador, utilizando pasta térmica de boa qualidade.

  • Ajuste da Fonte Chaveada: Se a sua fonte de 24V possuir aquele pequeno parafuso de ajuste fino na saída (o trimpot V+ ADJ), use uma chave de fenda para reduzir a tensão da fonte para 23V ou 23.5V. Essa pequena redução dá uma margem física preciosa para a placa absorver os picos do motor antes de atingir o limite de segurança.

Conclusão

Projetar um Direct Drive caseiro é uma jornada incrível de aprendizado. Não economize e não tenha medo de superdimensionar o seu resistor de freio. Optar por um modelo de 10 Ohms / 100W ou superior garante que você passe horas focado em baixar seus tempos nas pistas virtuais, e zero horas se preocupando com fumaça saindo da sua controladora!


segunda-feira, 25 de maio de 2026

sábado, 23 de maio de 2026

Do Erro de Hardware à Sobrevivência: Emulando o Logitech G29 com Duas Blue Pills (STM32)



Salve Galera bem vindo a mais um video e ..... Não pera, Bom ..Se você acompanha o canal e o blog, sabe que eu decidi encarar um dos desafios mais insanos de manutenção e modificação de hardware até agora: trazer um Logitech G29 de volta à vida do zero, eliminando a placa-mãe original queimada e substituindo todo o cérebro dele por uma solução extremamente robusta baseada em 32-bits.

Hoje trago um passo a passo das experiencias.. um Artigo completo com o que já conseguimos fazer rodar, os materiais que usei, os Problemas que desvendamos na bancada e o que ainda estamos correndo atrás para atingir os 100% de funcionamento..

Conceito e os Materiais Necessários

Para criar um sistema de Force Feedback (FFB) potente, preciso e sem input lag, os tradicionais Arduinos de 8-bits (como o Leonardo ou ProMicro) acabam gargalando. Por isso, a escolha ideal para o projeto foi migrar para a arquitetura ARM de 32-bits usando duas placas Blue Pill (STM32F103C8T6) trabalhando em conjunto...Esse projeto não é meu e ele ja existe na comunidade, vou deixar o link abaixo para que possam acessar e fazer o de voces tbm , no entanto Estou com dificuldades de colocar a matriz de botões pra Funcionar.. mas a gente ta correndo atras e é questão de tempo ..

Agradecimento ao POPOS123 Pelo Guia G29 Motherboard ! Merece muito ...

Enquanto a Placa 1 (Principal) gerencia o cálculo bruto do motor de força e os eixos analógicos conversando direto com o PC via USB, a Placa 2 (Auxiliar) cuida exclusivamente de ler a rotação do volante e decodificar os botões e LEDs do aro.

Lista de Materiais da Bancada:

  • 02 Placas Blue Pill (STM32F103C8T6)

  • 01 Gravador ST-Link V2 (para injetar os firmwares .hex e G29emu.bin)

  • 01 Sensor Magnetômetro MLX90363 (responsável por ler a posição real de rotação do volante)

  • 01 Driver de Potência Ponte H BTS7960 de 43A (para controlar os motores de FFB)

  • Resistores de 10Ω e Transistores BC547 (546 ou 548 tbm serve) (para a montagem da matriz de chaves)

  • Placa de circuito perfurada (ilhada), fios finos para jumper e estanho de boa qualidade.

A Saga da Montagem: Do Caos da Protoboard à Solda Direta

Quem trabalha com eletrônica sabe que a protoboard é nossa melhor amiga no começo, mas pode virar nossa pior inimiga em projetos de alta velocidade digital.

Primeira Fase: O Labirinto na Protoboard

Inicialmente, estruturei todo o circuito usando réguas de protoboard e cabos jumper. Conseguimos alimentar as placas e unificar as linhas de 5V, 3.3V e o GND comum (essencial para que as duas Blue Pills falem a mesma língua).

No entanto, começamos a enfrentar comportamentos fantasmas: a barra de LEDs do aro ficava travada acesa e o Windows registrava um "botão 17" pressionado direto. Descobrimos que o firmware monitorava uma matriz virtual de botões extras (BUTTON MATRIX VIRTUAL) e a falta de componentes físicos deixava as portas lógicas flutuando, gerando ruído estático.



Segunda Fase: Solda Fio a Fio Definitiva

Para eliminar qualquer dúvida sobre mau contato, trilhas partidas ou resistência alta nos furos da protoboard, limpei a bancada e soldei tudo direto entre as proprias Bluepill. Encurtei os fios ao máximo e montei fisicamente a matriz com os resistores de 10Ω na base dos transistores BC547. Mas a Matrix de botões ainda não funcionaram , achei que soldando eu teria eliminado um possivel mal contato ... folga etc ... 


O Que Já Conseguimos Fazer Funcionar ?

Se você acha que o projeto está travado, dá uma olhada no nível de progresso que já alcançamos nas nossas linhas de código e conexões:

  • Pedais Originais Respondendo 100%: Acelerador, freio e embreagem foram mapeados diretamente nas portas analógicas da Blue Pill 1 (A2, A3 e A4). O Windows reconhece o curso completo de cada pedal de forma suave e precisa.

  • Leitura de Direção Perfeita (X e Y): O magnetômetro MLX90363 foi integrado com sucesso via barramento SPI na Blue Pill 2. Quando eu giro o volante fisicamente, os eixos respondem em tempo real no software do PC.

  • Comunicação I2C Ativa e LEDs Progressivos: A ponte de dados entre as duas Blue Pills (PB8 com PB8 e PB9 com PB9) está voando! A prova viva disso é que, quando eu piso no acelerador, a barra de LEDs de RPM do aro do G29 acende de forma progressiva, exatamente como no hardware original da Logitech.

O Que Ainda Não Conseguimos (E Como Estamos Correndo Atrás)

Nem tudo é perfeito na primeira tentativa, e ainda temos dois grandes mistérios para desvendar no próximo vídeo e artigo:

1. O Mistério dos Botões Inoperantes do Aro

Apesar de a pinagem estar correta e os LEDs receberem dados, nenhum botão do aro responde ao clique no Windows. Como os LEDs funcionam, o chicote está bom.

Investigamos duas frentes: a primeira é de hardware — os botões do aro passam por dois circuitos integrados Shift Register (os chips 74HC165) em cascata de dentro do volante. Se o chip de saída estiver queimado ou sem sincronismo de Clock, ele mata todos os botões enquanto os LEDs (que usam outra linha de entrada) continuam piscando. A segunda frente é de software: o firmware pode estar retendo a leitura dos botões em modo de segurança até que o utilitário do projeto (EMC Utility Pro) faça o pareamento oficial via USB.

2. A Ativação do Force Feedback (BTS7960)

Conectamos os pinos de ativação (R_EN e L_EN no pino PA8), mas o motor ainda não gerou torque. Suspeitamos que a fonte original do G29 (de apenas 1.75A) desarme por proteção de sobrecorrente assim que a ponte H tenta puxar potência para mover o volante. Vamos testar o ganho de força usando uma fonte chaveada de maior amperagem (pelo menos 5A).

Conclusão e Próximos Passos

O balanço geral é extremamente positivo: temos um volante que já gira, lê pedais e acende o painel direto no PC. Saímos de uma carcaça condenada ao lixo para um protótipo funcional de simulador que bate de frente com placas de ponta.

Falta muito pouco! O próximo passo é analisar os chips integrados do aro com o multímetro e destravar a inicialização do software para liberar o torque do motor e os cliques dos botões.. porem eu ainda não descarto a hipotese de ter algo no codigo .. vou tentar contato com o Popos , criador do projeto pra tirar algumas duvidas ... abaixo vou deixar um video do sistema funcionando ... ainda experimental , mas ja funciona algumas coisas 






sexta-feira, 22 de maio de 2026

Guia de Projeto: Ressuscitando e Otimizando o Logitech G29 com STM32 Black Pill



Depois de conhecer um G27 em uma manutenção que fiz a um amigo isso em 2022 mais ou menos , eu procurei alguns e os valores estavam surreais ... recentemente eu conheci alguns Simuladores e joguei varios na Gamescom Latam 2026 , isso me deu um BOOOOM" e eu precisava de um volante para jogar e ... por onde começar ? garimpando na internet encontrei um anuncio de um G29 com Defeito... uma roleta russa pois pode ser muito bom , ou muito ruim ... e no meu caso foi muito ruim ... 


Muitos volantes Logitech G29 são descartados devido a falhas catastróficas em sua placa lógica principal.. Comigo não foi diferente , ao pesquisar um volante para compra me deparei com u mG29 bem baratinho , na casa dos 340 reais , então fui Buscar-lo..Porem eu tive muito azar ... O diagnóstico de bancada revelou um curto-circuito no CI principal proprietário da Logitech. o Componente em si voce consegue encontrar para compra , acaba saindo caro mas seria vantajoso para consertar o volante.. o problema esta na Programação que é trancada pela Logitech , um software exclusivo etc ... 

obs: após a remoção do Componente o curto Sumiu ! Constatando que o CI esta condenado e impossivel o reparo da placa  !

A solução para não perder o hardware é manter a excelente estrutura mecânica (chassi, engrenagens e motores) e substituir o "cérebro" original por uma eletrônica DIY moderna e aberta. Além de salvar o volante, essa modificação remove as limitações de corrente de fábrica, entregando um Force Feedback (FFB) com maior torque, menor latência e sem clipping.

1. Lista de Materiais e Hardware - Recomendado !

  • Controlador: STM32F401CCU6 (Black Pill). Escolhida pelo clock superior (84 MHz), conector USB-C nativo e processamento de FFB com folga de memória em comparação à clássica Blue Pill (F103).

  • Driver de Potência (Ponte H): BTS7960 (43A). Superdimensionado para os motores do G29, operando totalmente frio e sem risco de queima por sobrecorrente.

  • Resistores de Pull-Up: 2 resistores de 4k7Ohms. Cruciais para estabilizar o sinal do encoder.

  • Refrigeração Ativa: Ventoinha (Cooler) de 24V. (Assim não precisa usar conversor de 12V ou Ate mesmo reguladores 5V etc ... 

  • Conectores Auxiliares: Conectores DB9 (Macho e Fêmea) para manter os plugues originais dos pedais e câmbio intactos. (Acho que da pra aproveitar da placa principal)

  • Alimentação: Aqui usaremos a Fonte original de 24V da Logitech.

O Encoder Óptico (Leitura de Rotação)

O encoder original está acoplado na traseira de um dos motores. Nota de bancada: Não remova o resistor integrado na pequena placa do encoder; ele é o limitador de corrente do LED infravermelho interno.

Para fazer a ligação na Black Pill com os pinos de Timer (A0 e A1), o pull-up externo de 4k7ohms deve ser feito obrigatoriamente na linha de 3.3V da STM32 para proteger as portas lógicas:

  • VCC do Encoder: Ligar no pino de alimentação correspondente indicado pelo firmware (3.3V ou 5V da STM32).

  • GND do Encoder: Ligar no GND da Black Pill.

  • Canal A do Encoder: Ligar direto no pino A0 da Black Pill.

    • Inserir Resistor 1 ($4k7\ \Omega$): Entre o pino 3.3V da Black Pill e a linha do pino A0.

  • Canal B do Encoder: Ligar direto no pino A1 da Black Pill.

    • Inserir Resistor 2 4k7ohms: Entre o pino 3.3V da Black Pill e a linha do pino A1.

2. O Sistema de Potência e Force Feedback (Motores e BTS7960)

Os dois motores DC originais do G29 são ligados em paralelo para atuarem juntos no chassi mecânico.

  1. Sinais de Controle (Black Pill rightarrow BTS7960): Os pinos de PWM do firmware na Black Pill controlam a direção e intensidade da força nos pinos de input (RPWM e LPWM) do BTS7960.

  2. Alimentação de Força: Ligar os 24V da fonte original nos pinos B+ e B- (GND) do driver BTS7960. (nesse caso usaremos o proprio conector da fonte do volante)

  3. Saída para os Motores: Ligar os fios dos motores nos pinos M+ e M- do driver.

    ⚠️ Aviso de Teste: Caso o Force Feedback empurre o volante para o lado errado no primeiro teste (gerando oscilação infinita), basta inverter a polaridade dos fios dos motores no driver.

Conexão dos Periféricos (Câmbio e Pedais via DB9)

Para evitar cortar os cabos originais dos acessórios da Logitech, solde os fios da Black Pill em conectores DB9 genéricos seguindo o mapeamento, recomendo usar fios de boa qualidade ou se sua placa foi pro vinagre igual a minha , usar o chicote ja presente na placa original e dale !

Câmbio (Shifter) - Conector DB9 Fêmea

O câmbio mapeia as marchas através de um sistema de coordenadas analógicas (Eixos X e Y).

  • Pino 2: Eixo X (Movimento Lateral) $\rightarrow$ Conectar a um pino ADC da Black Pill (Ex: PA2).

  • Pino 7: Eixo Y (Movimento Vertical) $\rightarrow$ Conectar a um pino ADC da Black Pill (Ex: PA3).

  • Pino 4: Botão de Marcha Ré rightarrow Conectar a um pino Digital da Black Pill com Pull-up ativado no firmware.

  • Pinos 3 e 8: VCC (+5V ou +3.3V) rightarrow Alimentação dos potenciômetros vinda da Black Pill.

  • Pino 9: GND rightarrow Terra comum conectado à Black Pill.

Pedais - Conector DB9

Os pedais de Acelerador, Freio e Embreagem utilizam três potenciômetros puros.

  • Solde as três linhas de sinal central de cada pedal em três pinos ADC distintos da Black Pill (Ex: PA4, PA5, PA6).. eu ainda vou confirmar a ordem das ligações ..

  • Calibre o curso total diretamente através do software de gerenciamento no PC (como o ecossistema OpenFFBoard ou similar).

3. Gerenciamento Térmico Otimizado

Como a remoção da placa original permite extrair o torque máximo dos motores de 24V, o calor dissipado pelo conjunto mecânico em sessões longas de jogatina aumentará.. então com isso em mente optei por uma ventoinha de 24v retirada de uma impressora velha , isso vai garantir que sopre um ar gelado para o driver e consequentemente os motores , assim trabalhando mais frio conforme as horas de jogatina .. ( planejando algo em 3D para isso )

       [ Fonte 24V Original ]
                 │
                 ├──► [ Driver BTS7960 ] ──► (Opera Frio)
                 │
                 └──► [ Ventoinha 24V ] ──► (Sopra ar frio via duto)
                                                    │
                                                    ▼
                                            [ Motores G29 ]
  • Alimentação Direta e Limpa: Conecte os fios positivo e negativo da ventoinha de 24V direto nos pinos de entrada de energia (VCC/GND) do BTS7960.

  • Comportamento do Sistema: A ventoinha ligará em rotação máxima imediatamente ao plugar a fonte do volante na tomada, garantindo resfriamento constante mesmo com o carro parado nos boxes.

  • Fluxo de Ar: Não que o driver BTS7960 precise , pois ele trabalha frio devido à sua baixa resistência interna. Mas o cooler deve ser posicionado para puxar o ar frio de fora e, através de um duto direcionador, soprar diretamente sobre a carcaça metálica dos dois motores DC, jogando o calor para fora pelas frestas superiores do plástico do volante (pressão positiva).

Conclusão e Roteiro de Conteúdo

Este projeto ainda é teórico , pois eu só comprei as peças e nada consegui fazer alem de diagnosticar e pesquisar soluções para o G29 ... isso sera documentado em video e postado no youtube .. mas o projeto combina perfeitamente eletrônica de bancada, engenharia reversa e otimização de performance. Para o público em especifico na customização ou criação do volante, o conteúdo ganha força ao mostrar que um hardware robusto considerado "lixo eletrônico" devido a um componente proprietário queimado pode retornar às pistas com desempenho superior aos modelos novos de fábrica.. e é isso que vamos ver mais para frente ! .. aguarde



sábado, 16 de maio de 2026

Evento: ABC Geek Fair – Edição Orgulho Nerd



Mais um evento ai pro pessoal antenado e que curte Eventos... ta ai! um bem pertinho de casa , Localizado no No 1º e 2º andar do Atrium Shopping, em Santo André (SP). o Evento acontece nos dias 16 e 17 de maio (Sábado das 10h às 22h e Domingo das 10h às 20h).. e o melhor ... Entrada Totalmente Gratuita !

  • Temática Especial: Essa edição foi dedicada a celebrar antecipadamente o Mês do Orgulho Nerd (cujo dia mundial é 25 de maio), homenageando a transição da cultura pop de um nicho antigo para um fenômeno cultural global.

O Que Rolou no Evento?

Ao contrário dos megaeventos focados puramente em grandes marcas comerciais, a ABC Geek Fair se consolidou no ABC Paulista como uma Feira Geek Criativa. O grande motor do fim de semana foi a valorização da produção autoral.

Beco dos Artistas e Expositores Independentes

O coração do pavilhão no shopping reuniu dezenas de ilustradores, quadrinistas, escritores e artesãos. O público pôde interagir diretamente com os criadores e consumir arte de forma consciente. Entre os principais destaques de produtos estavam:

  • Quadrinhos independentes e mangás.

  • Ilustrações, prints e artes autorais.

  • Livros de literatura fantástica e ficção científica.

  • Artesanato temático, RPG, cards e itens colecionáveis variados.



🎭 Movimento Cosplay

Como é tradição na feira, o espaço foi um forte ponto de encontro e integração para a comunidade cosplay da região do Grande ABC. O evento abriu espaço para circulação, fotos e apresentações livres de cosplayers de animes, games e cinema, servindo de vitrine para os artistas mostrarem seus figurinos e performances.


A feira cumpriu muito bem o papel de ser um evento acessível, familiar e acolhedor. Por usar a estrutura do Atrium Shopping, entregou o conforto de praça de alimentação e infraestrutura sem o sufoco de filas quilométricas de pavilhões fechados, mantendo o foco no fã que gosta de garimpar itens exclusivos direto das mãos de quem os produziu.


sexta-feira, 8 de maio de 2026

O Giro dos Games em Maio de 2026: Lançamentos, Xbox Game Pass e o Legado da Gamescom Latam


Gamescom acabou e já me deixou saudades :( ... Porem o mês de maio de 2026 consolidou-se como um período eletrizante para a comunidade gamer. Entre grandes eventos no Brasil e lançamentos aguardados nas plataformas digitais, confira o resumo completo com tudo o que movimentou a indústria recentemente !!

Os Grandes Lançamentos da Semana
O mercado de PC recebeu títulos diversificados que já estão dominando as transmissões ao vivo e as comunidades:
  • Hellbreak: O aguardado jogo de ação frenética (Quase um DOOM KKK) chegou oficialmente ao PC, entregando combates intensos e ritmo acelerado.. Um jogasso ! 

  • Forza Horizon 6: Uma das esperas mais acompanhadas sem duvidas é o Forza , eu que parei no 4 do Xbox 360 , estou ancioso pra poder testar e Acompanhar esse aqui ... espero que consiga a tempo HEUHEUEHE

  • 007 First Light: Trazendo Bond ... James Bond ... não pera ..Aqui temos um Jogo de ação frenética e uma pegada de espionagem (Semelhante a Metal Gear Talvez ? ... ) enfim , temos um jogo com muitos Puzzle e missões a serem batidas ,...
💚 As Novidades do Xbox Game Pass
A Microsoft encerrou sua primeira grande leva de adições do mês, preparando o catálogo para os próximos meses de 2026. Os assinantes receberam uma mistura robusta de grandes produções e joias independentes direto no ecossistema Xbox e Cloud Gaming.
O Impacto da Gamescom Latam 2026
O fechamento do megasinal da Gamescom Latam em São Paulo ainda reverbera entre os jogadores. O evento redefiniu as expectativas para o ano com os seguintes destaques:
  • Phantom Blade Zero: A demonstração jogável no evento foi um sucesso absoluto, impressionando pelo combate rápido de ação Hack 'n' Slash.
  • Invincible VS: O novo jogo de luta baseado na franquia de sucesso estreou com forte presença competitiva nos estandes.
  • Gigantes da Indústria: Marcas como Nintendo, Sega e Ubisoft marcaram presença com arenas de experimentação cheias.
Minha Sincera Opinião ? ... Gamescom Deixou o sarrafo la em cima , mostrando que Organização e um Bom evento pode sim ser e é Possivel !! estou ansioso pra ver o que a BGS e a CCXP vai Trazer e se vai surpreender o publico ... mal posso esperar pelos Proximos eventos ... estaremos la cobrindo e trazendo todas as novidades para vocês !!