A troca da tela
O primeiro passo foi substituir o display antigo. Eu tinha disponível uma tela de 5 polegadas, então decidi utilizá-la no lugar da original. Inicialmente, o sistema até funcionava, mas havia um problema: a imagem aparecia apenas em preto e branco.
Isso aconteceu porque a placa da tela estava configurada para outro sistema de vídeo. O PSone utiliza sinal NTSC, mas o circuito estava ajustado para outro padrão de cor.
Passo a passo da modificação
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Substituição da tela
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Retirei a tela original (que já não funcionava mais).
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No lugar, adaptei uma tela de 5 polegadas que tinha em mãos.
abaixo esta a foto da tela utilizada no projeto caso alguem tenha , saiba que da pra adaptar
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Identificação do problema
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A imagem surgia em preto e branco, sinal de que o circuito não estava configurado para NTSC.
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Troca do cristal oscilador
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Substituí o cristal da placa por um de 14.318 MHz, padrão utilizado no sistema NTSC.
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Essa alteração foi essencial para que a placa pudesse gerar o subcarrier correto para as cores.
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Ajuste do CI 502
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Havia um jumper ligado ao CI 502 que causava cores distorcidas e instáveis.
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A solução foi remover o jumper, estabilizando de vez a saída de vídeo colorida.
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Testes finais
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Após os ajustes, conectei novamente ao PSone.
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Resultado: tela exibindo cores vivas, estáveis e funcionais.
O papel do cristal de 14.318 MHz no NTSC
O sistema de cores NTSC precisa de uma frequência muito precisa para gerar o subcarrier de cor (a onda responsável por modular as informações de crominância, ou seja, as cores).
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Essa frequência é baseada em 14.31818 MHz, que é exatamente quatro vezes a frequência do subcarrier NTSC (3.579545 MHz).
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Sem esse cristal correto, a tela até mostra imagem, mas apenas em preto e branco, pois o circuito não consegue “reconstruir” as cores de forma confiável.
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Ao instalar o cristal certo, a placa passa a entender o sinal NTSC do PSone, exibindo as cores da forma correta.
Essa é a razão pela qual a simples troca do cristal fez toda a diferença no funcionamento da tela.
Resultado final
O projeto transformou uma tela que estava parada e inoperante em uma tela totalmente funcional de 5 polegadas para o PSone. O processo exigiu atenção em detalhes técnicos, como a substituição do cristal e a identificação do jumper responsável por interferências na cor, mas no final o resultado foi bastante satisfatório: o console voltou a rodar os jogos com imagem colorida e qualidade compatível com a proposta original da tela portátil.
Abaixo o video de adaptação mostra como é possível reaproveitar componentes antigos e aplicar um pouco de eletrônica prática para prolongar a vida útil de acessórios raros como a tela do PSone.

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